planta germinando, broto

Semeando já a “nova normalidade”

Artigo publicado no Jornal OVale – para ler o artigo no site do jornal clique aqui

Em tempos de quarentena, grande parte das empresas está tentando se reinventar para seguir funcionando.
Observamos restaurantes tradicionais trabalhando agora com entrega em domicílio e já estudando uma possível ampliação do atendimento virtual.
Com uma rápida mudança de postura, negócios que aparentemente tinham um apelo menor para a rede mundial de computadores, como a venda de materiais de construção, já alcançam a manutenção de seu faturamento e se preparam para aventurar-se no comércio eletrônico de maneira mais robusta. Dessa vez, sem a necessidade de ampliação do local de exposições ou do estoque, porque as novas ferramentas alteram significativamente a logística do negócio.
Nos escritórios a manutenção das reuniões remotas como uma opção de atendimento já é tão certa quanto o aumento da demanda pelos serviços prestados em escritórios residenciais. Redução de custos operacionais, de deslocamentos e qualidade de vida para os colaboradores são apontados como ganhos diretos da medida.
Mas, infelizmente, os reflexos positivos dessa necessidade de mudança trazida pela quarentena ainda não é uma realidade para todos. Muitos têm se esforçado para conseguir manter os empregos que gera e honrar seus compromissos.
Além disso, essa nova realidade para os negócios traz novas exigências, como a garantia de direitos e de condições de trabalho adequados para entregadores, motoboys, operadores logísticos, só para citar um exemplo.
Por isso precisamos estar atentos e dispostos para exigir que também o Poder Público faça sua parte, garantindo que os ganhos oriundos da criatividade e disposição do empreendedor se vejam refletidos nas políticas para o setor.
As empresas precisam conseguir cumprir sua função social sem que isso signifique um novo sacrifício de empreendedores e colaboradores. Porque estes têm buscado fazer sua parte, transformando os desafios em oportunidades, certos de que necessidade, dedicação e desejo de fazer diferente são sementes do caminho para a nova normalidade que se florescerá ao final desse período.

Por David Mendes, publicitário e sócio da Papaya Comunicação e Luiz Marcelo Santos, advogado e sócio de Inocencio Santos & Neves Sociedade de Advogados

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