Em tempos de coronavírus, quem não tem colírio usa óculos escuros

Os conselhos da vovó do Raul

Em 1974, um dos pioneiros do rock brasileiro lançou a canção “Como vovó já dizia”, alardeando que “quem não tem colírio usa óculos escuros”. Raul Seixas ainda não tinha feito a maior de suas previsões para os tempos de pandemia com “o dia em que a terra parou”, de 1977.

Fã ou não do artista, neste momento de crise, ante aos impasses criados pelas medidas adotadas pelos gestores públicos, o empreendedor brasileiro se vê obrigado a colocar em prática sua capacidade de adaptação e criatividade, fazendo jus aos “conselhos da vovó”.

Gente que nunca havia pensado em se inserir no mundo digital, por exemplo, está iniciando. E muitos já declaram seu interesse em seguir com as novas práticas, quando a “normalidade” voltar. Mas não é só!

Empresas se articularam em campanhas para evitar demissões em massa, agregaram valor às suas marcas com ações de grande valor: o socorro às pessoas, o atendimento às necessidades, o reconhecimento do esforço de poucos em função da saúde de muitos.

“Só com a praia bem deserta é que o sol pode nascer”, disse o poeta. E nossa gente mostra capacidade de tirar da crise oportunidades de crescimento e mudança.

Certamente, esse movimento ainda não contagia a todos, alguns se veem frustrados e oprimidos, muitos de fato estão, mas isso só aumenta a necessidade de que estejamos dispostos a buscar as oportunidades que a crise apresenta para os negócios, para a família, para a sociedade.

Afinal, como Raul já dizia, “quem não tem visão, bate a cara contra o muro, oxente!”

Por Luiz Marcelo Santos, ISN advogados e David Mendes, Papaya Comunicação

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